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Mafiosos são condenados a 6 séculos de prisão na Itália

Mais de 90 pessoas foram condenadas em processo em Patti.

Um mega processo contra a “máfia dos Nebrodi”, na cidade de Patti, na região italiana da Sicília, terminou nesta terça-feira (1º) com 91 condenações à prisão em penas que, somadas, dão mais de seis séculos de detenção.

Ainda houve o sequestro de bens em valor de quase 4 milhões de euros, o confisco de 17 empresas e a interdição perpétua dos acusados de atuar em negócios empresariais. Outras 10 pessoas foram absolvidas das acusações.

O julgamento foi realizado em tempo recorde na Itália, com sete dias de audiências consecutivas, e com a atuação de quatro diferentes procuradores do Departamento Distrital Antimáfia (DDA) de Messina: Vito Di Giorgio, Fabrizio Monaco, Antonio Carchietti e Alessandro Lo Gerfo.

O processo nasceu da operação “Nebrodi” que, além de conseguir definir o organograma dos clãs mafiosos da província de Messina, onde fica Patti, descobriu uma fraude milionária que causou danos ao país e também à União Europeia. Toda a investigação durou cerca de 20 meses.

Os acusados eram apontados como autores de diversos crimes de associação mafiosa, fraude contra a UE, falsidade ideológica, extorsão e transferência fraudulenta de valores. De acordo com os procuradores, os denunciados pertenciam aos clãs Nebrodi dei Batanesi e Bontempo Scavo.

Durante as audiências, os procuradores informaram que a “máfia dos Nebrodi” não tem mais a atuação clássica desses grupos, mas sim se tornou uma organização empresarial com capacidade de explorar “potencialidades” da União Europeia no setor da agricultura.

No entanto, ressaltam que a violência desses grupos continua a mesma, usando a tática das ameaças e até mesmo de agressões contra produtores que não se envolvessem nos esquemas.

“As fraudes foram reconhecidas em boa parte. Agora sobra o fato que aquela parte do território da província de Messina constituiu a principal fonte de enriquecimento seja do grupo mafioso dos Batanesi, seja do Bontempo Scavo. Mas, apontamos que essa é apenas a sentença em primeiro grau”, destacou Di Giorgio ao falar que vai lutar para que os condenados sejam punidos por mais crimes. (ANSA).

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