Cidade italiana de Rimini aposta em aeroporto futurista de 200 milhões de euros para atrair turistas do mundo todo
A Itália quer recolocar Rimini no mapa do turismo internacional e o plano passa por um megaprojeto de 200 milhões de euros no aeroporto Federico Fellini, na Riviera Adriática.
O investimento, apresentado oficialmente nas últimas semanas pelo governo regional da Emilia-Romagna e pela ENAC, a agência italiana de aviação civil, prevê uma transformação radical do terminal até 2040.
A proposta vai muito além de uma simples modernização aeroportuária: a ideia é criar um novo “distrito aeroportuário”, integrando turismo, comércio, mobilidade e urbanismo.
O projeto inclui novo terminal, estacionamento multinível para 1.500 veículos, áreas comerciais, escritórios, espaços verdes e um “Air Park” aberto à população local. Esse “parque aéreo” será um espaço urbano integrado ao aeroporto de Rimini, com áreas verdes, lazer, comércio e convivência aberto também à população local.
A reforma será assinada pelo arquiteto Massimo Roj, do estúdio Progetto CMR, e pretende conectar o aeroporto de forma mais orgânica à cidade de Rimini, um dos destinos balneários mais tradicionais da Itália.
Nos bastidores, o plano é visto como estratégico para revitalizar toda a Riviera Romagnola, região que enfrenta concorrência crescente de destinos como Espanha, Grécia e Portugal. Nos últimos anos, parte do turismo jovem e internacional migrou para mercados considerados mais baratos ou modernos, pressionando o modelo tradicional do litoral italiano.
O aeroporto Federico Fellini virou peça central dessa tentativa de reposicionamento.
Hoje, muitos turistas que visitam a costa adriática desembarcam em Bolonha ou em outros aeroportos do norte italiano. O objetivo agora é transformar Rimini em uma porta de entrada internacional própria, capaz de atrair voos diretos, companhias low cost e turistas de alto gasto.
Os números explicam o entusiasmo das autoridades italianas:
o aeroporto recebeu cerca de 417 mil passageiros em 2025 e estima chegar a 614 mil em 2026. A meta é ultrapassar 1 milhão de passageiros até 2028 e alcançar 3 milhões até 2035.
Na imprensa italiana, o projeto já vem sendo tratado como símbolo de um possível “renascimento” econômico da Riviera Adriática — uma aposta ambiciosa para devolver protagonismo internacional a um dos cartões-postais históricos do verão italiano.
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